quinta-feira, 4 de abril de 2013

Por um mundo com mais chocolate!

Quando um filme tem algo diferente e fica marcado na lembrança, é provável que ele tenha tirado você do lugar e te levado a outro mundo. Quando o espectador em questão é uma criança, o efeito pode ser maior ainda! Para quem assistiu A fantástica fábrica de chocolate (Willy Wonka – The Chocolate Factory, EUA , 1971) essa sensação é familiar. Nesse mundo desejar é poder, e isso, jovens e velhos adultos, vale muito.  


Sem querer tirar o mérito de Tim Burtom com o remake de 2005, o filme original que não possuía todos esses efeitos gráficos ganhou mais com isso. Me impressiona um universo criado por computador? Sim. Mas um rio de chocolate de verdade me impressiona muito mais. O filme original leva a crer que tudo é possível e isso não se faz com bytes.  

Deixando de lado esta questão que rende muito pano pra manga, o filme conta a história de Charlie Bucket (Peter Ostrum), que é um menino pobre e encontra um dos cobiçados "bilhetes dourados" que dão direito a um carregamento vitalício de chocolates Wonka, além de poder conhecer a misteriosa fábrica de chocolates. Ele e mais quatro crianças passeiam pelo lugar, mas Willy Wonka (Gene Wilder), o dono da fábrica, não parece ser tão doce assim. As crianças, ao mesmo tempo em que mergulham de cabeça nos seus desejos, pagam um preço por isso.

Com nada mais, nada menos que Gene Wilder como Willy Wonka, dono da fábrica que tem uma personalidade no mínimo curiosa, cada segundo na tela vale a pena. Dos gestos ao olhar: tudo encaixa perfeitamente no plano.


O filme original de 1971 realmente encantou crianças e adultos por todo o mundo. A obra de direção de Mel Stuart não só conseguiu impressionar visualmente através de uma realidade comestível, como emocionalmente com um enredo que só se mostra infantil até certo ponto, e critica questões pertinentes na época como a educação dos filhos (que ainda vale pra hoje). Prender a atenção de crianças não é fácil, e causar nostalgia em adultos também não é tarefa lá muito mole de fazer. No vai e vem dessa história, o elo entre Charlie e seu avô valem ouro do início ao fim do filme. Deixo aqui meu manifesto, se assim posso chamar, por um mundo com mais chocolate, mais imaginação e mais amor. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem faz

O Conversa de Pijama é um encontro de 4 amigas. Aqui a gente escreve que gosta, o que não gosta e o que quer dizer... É uma forma de continuar sentindo que as garotas do ensino médio ainda estão aqui,mas crescendo aos poucos.
Tecnologia do Blogger.