domingo, 27 de julho de 2014

Beleza: Desconstruindo Padrões

No início desse mês, houve o anúncio de um novo tamanho de roupas fabricado pela marca Abercrombie & Fitch e toda uma polêmica surgiu em volta do tema. O novo tamanho seria o triplo 0 ou XXXS, que vestiria mulheres super magras. Junto com a polêmica que envolve os transtornos alimentares como anorexia e bulimia, veio a revolta das mulheres que estão acima do peso. O que mais me surpreendeu é que em todos os sites onde li a notícia, choviam comentários femininos que insultavam as mulheres magras. Aqueles comentários que nós sempre ouvimos como ‘anoréxicas’ e ‘doentes’, só que em uma quantidade assustadoramente grande. Gostaria de informar a quem pensa assim, que como existem gordinhas em guerra com a balança, existem meninas magérrimas na mesma situação. Nem todas essas meninas passam fome para ter esse corpo, algumas simplesmente são assim. Além disso, assim como gordinhas têm dificuldade para encontrar roupas que lhe caibam, as mais magrinhas também têm. Sabem por quê? Esses dois grupos estão fora do tal ‘peso ideal’, fora do padrão. Porque não, pelo menos na vida real, corpos super magros não são padrão. Corpos sarados de academia invadem a minha vida através de fotos e propagandas todos os dias e parece que para a maioria das pessoas ao meu redor esse é o padrão de beleza. Então entendam: ser magro pode parecer um sonho nas passarelas, em Hollywood e nos editoriais de moda, mas na vida real é bem diferente.
Sou defensora de um mundo onde as diferenças sejam melhores aceitas. Nós definitivamente não precisamos insultar as outras pessoas para nos sentirmos melhor, simplesmente por que não faz sentido. Não somos mais bonitas se aquela menina linda for considerada feia, não somos melhores se os outros forem considerados piores. Cada um é belo à sua maneira, temos apenas que compreender nosso corpo e nos aceitar da maneira que somos.
Aí muitas vão pensar “é fácil falar”. Sim, eu sei que na prática não é tão fácil assim, simplesmente por já ter escutado vários comentários maldosos quando mais nova. Depois de entrar na adolescência, lá pelos 14 anos já era bem mais resolvida com minha aparência. Na verdade sempre me achei bonita, mas foi nessa fase (quando começamos a nos interessar pelos garotos) que comecei a me descobrir. Então, foi nessa época que comecei a ouvir comentários tão maldosos quanto, mas dessa vez maquiados e por parte de uma amiga. Até hoje nós temos contato e até hoje ela fala coisas do tipo. Sabe de uma coisa? Não me importo. A opinião dela não é a minha. Sou linda, ponto.
Se você é do tipo que faz comentários negativos sobre o corpo das suas amigas pensando que está ajudando, pode parar. Sempre que uma amiga reclama que está acima do peso, gosto de ressaltar algo que eu verdadeiramente acho bonito nela. Por exemplo, garotas gordinhas quase sempre têm pernas lindas. Críticas não ajudam e vão fazer sua amiga se sentir bem pior (experiência própria).


Eu nunca vou ter o corpo da Nicki Minaj, a bunda da Kim Kardashian e muito menos a altura da Gisele Bündchen. Sou uma garota normal. Gostaria de ter mais curvas no meu corpo, assim como nos meus cabelos. Acho lindos aqueles cabelos bem cacheados/crespos, considero ondas bem mais interessantes visualmente. Quem me conhece sabe que não nasci com cabelo cacheado por engano, amo cachos. Ainda assim, sei reconhecer a beleza que há nos meus cabelos e tratei de aprender a fazer cachos para os dias em que a vontade de tê-los na cabeça for maior. 
Então vamos olhar as outras pessoas e a nós mesmos por outros ângulos, ao invés de procurar defeitos, procure o que mais lhe agrada em si e em quem está à sua volta. Quando passarmos a ver a beleza existente por trás dos padrões, o mundo ficará um lugar muito mais lindo. <3

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Quem faz

O Conversa de Pijama é um encontro de 4 amigas. Aqui a gente escreve que gosta, o que não gosta e o que quer dizer... É uma forma de continuar sentindo que as garotas do ensino médio ainda estão aqui,mas crescendo aos poucos.
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